Estes animais eram cães de Pastor de Cáucaso, destinados á guarda do gado na sua terra de origem, tendo uma pelagem comprida para poderem suportar as cruas temperaturas invernais das montanhas. Sir Dudley instalou os seus cães na sua residência florestal de Ivernesshire, na Escócia, utilizando-os durante anos nas suas caçadas. Com eles caçou faisões, seleccionou os melhores e criou a raça que hoje conhecemos como Golden. Só em 1952 é que descendente do Lord Tweedmouth, o conde de Ilchester, decidido a terminar com a história fantasiada, publicou as anotações do livro de criação do seu exemplar. Este livro, que abrange o período de 1835 a 1890, contém notas minuciosas sobre os cães que eram criados para a caça. Nele está bem claro que nunca foram adquiridos cães a nenhum circo e que em 1865 foi comprado o primeiro cão, um macho de manto amarelo chamado “Nous”. Por volta de 1867 foi cruzado com uma fêmea tweed water-spainel, que deu á luz 4 cachorros de cor amarela: “Crows”, “Cowslip”, “Primrose” e “Ada”. |
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Através do seu livro de criação sabemos que nos anos seguintes os cachorros tinham até quatro vezes um “Cowslip” no seu pedigree de cinco gerações. Portanto, a endogamia foi utilizada intensivamente para se conseguir um grupo de cães acusadamente homozigóticos, principal característica de uma raça bem fixada. Quando em 1913 a raça foi reconhecida pelo Kennel Club de Inglaterra, foi fundado o Golden Retriever Club, associação que teve um papel fundamental no constante progresso da raça ao longo dos anos. O Clube zelou pelas qualidades genuínas da raça, dirigindo todos os esforços para melhorar o tipo e conservar as qualidades funcionais de eficácia e equilíbrio que lhe tinham dado fama. Na Grã Bretanha, é frequente a existência de exemplares Golden que conjugam ao títulos de campeões de beleza e trabalho. |
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